quinta-feira, 7 de agosto de 2014


Em feito inédito, sonda Rosetta entra na órbita de um cometa.
É a primeira vez na história que uma 
sonda chega a um cometa.

07/08/2014
ESA / VEJA Ciência-Espaço
Sonda Rosetta. (Imagem ESA)

Após mais de dez anos, a sonda Rosetta, projetada pela Agência Espacial Europeia (ESA, na sigla em inglês), finalmente chegou a seu destino na manhã desta quarta-feira,06/08/2014.  Com uma manobra que começou às 6h (horário de Brasília) e durou pouco mais de 6 minutos, ela entrou na órbita do cometa 67P/Churyumov-Gerasimenko.    A  400 milhões de quilômetros da Terra, Rosetta posicionou-se a 100 quilômetros do cometa e o acompanha na trajetória ao redor do Sol

Imagem da superfície do cometa captada pela sonda Rosetta a 100 quilômetros do cometa. (Imagem ESA)



Os astrônomos transmitiram em tempo real o que chamam de "encontro" com o cometa no site oficial da missão. Para saber se a operação foi bem sucedida, os cientistas da ESA esperaram cerca de meia hora — o tempo que demora para os sinais da sonda chegarem à Terra.     









A sonda Rosetta entra em órbita do cometa.


Com a chegada, Rosetta torna-se a primeira sonda da história a entrar na órbita de um cometa. Em novembro, a sonda enviará o robô Philae à superfície do cometa. Ela analisará a superfície de 67P/Churyumov-Gerasimenko e encontrará o melhor local de pouso para o Philae, de 100 quilos.
O robô possui nove instrumentos, que permitem, por exemplo, analisar gases, registrar imagens panorâmicas e examinar ondas de rádio.    O veículo passará entre um e dois meses fazendo fotografias e recolhendo amostras, que serão analisadas junto com as informações enviadas por Rosetta.

Em agosto de 2015, o cometa atingirá seu ponto mais próximo ao Sol, enquanto Rosetta seguirá orbitando ao seu redor e colhendo dados. O objetivo é que todo o conhecimento fornecido pela sonda e pelo veículo Philae ajude os cientistas a decifrar os mistérios da formação do Sistema Solar e até da origem da vida em nosso planeta e em outros do Sistema.

Por que Rosetta?

A sonda foi batizada em homenagem à Pedra de Roseta, uma rocha vulcânica descoberta por soldados franceses em 1799, no Egito. Ela ajudou a desvendar o Egito Antigo para os exploradores, por possuir escritos em hieróglifos – linguagem egípcia escrita, que até então era desconhecida – e sua tradução em grego. A comparação entre os escritos permitiu que os pesquisadores decifrassem os códigos da civilização egípcia – assim como os cientistas esperam que a sonda Rosetta desvende as peças mais antigas do Sistema Solar, os cometas.
Dez anos de Rosetta 

— Lançada em 2 de março de 2004, a bordo do foguete Ariane 5, do Centro Espacial Europeu de Kourou, na Guiana Francesa, ela tem previsão de funcionar até 31 de dezembro de 2015. Após seu lançamento, a missão, que tem um custo estimado em 1 bilhão de euros (cerca de 3 bilhões de reais), realizou três órbitas ao redor da Terra, para ganhar impulso, e uma ao redor de Marte. Rosetta também foi o primeiro objeto a se aproximar de Júpiter, usando seus painéis solares como principal fonte de energia.
Em 20 de janeiro, Rosetta foi reativada, depois de 957 dias "hibernando" no espaço. Com a entrada na órbita do 67P/Churyumov-Gerasimenko, nesta quarta-feira, Rosetta vai acompanhar o cometa em sua viagem em direção ao Sol, para monitorar as mudanças que acontecerão no corpo celeste durante este trajeto, até que ele atinja o ponto mais próximo à estrela. Por serem "sobras" da formação do nosso Sistema Solar, a composição dos cometas pode dar pistas importantes sobre o surgimento da vida na Terra e em outros planetas, e a evolução do Universo.

(Com Agência France Press)

Trajetória da sonda Rosetta

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Lançamento


A sonda foi lançada em 2 de março de 2004, a bordo do foguete Ariane 5, do Centro Espacial Europeu de Kourou, na Guiana Francesa, pesando 3 toneladas. Como nenhum foguete seria capaz de levar a sonda diretamente ao cometa, ela precisou dar a volta no Sol cerca de quatro vezes, para ganhar impulso e seguir sua jornada.

sábado, 2 de agosto de 2014

Telescópio-Satélite Gaia, 'cartógrafo da galáxia' vai começar a operar.


O telescópio-satélite vai produzir o mais preciso mapa 

tridimensional da Via Láctea.


30 de julho de 2014

France Press / VEJA



Telescópio-Satélite Gaia vai mapear 1 bilhão de estrelas nos próximos cinco anos (AFP/VEJA)


O telescópio-satélite Gaia, equipado com a mais 
poderosa câmera já lançada ao espaço, atingiu seu 
destino, a 1,5 milhão de quilômetros da Terra, onde vai 
começar a produzir o mais preciso mapa tridimensional 
da nossa galáxia -- a Via Lactea. De acordo com um 
comunicado divulgado pela Agência Espacial Europeia 
(ESA, na sigla em inglês), o Gaia está pronto para 
começar a operar.  Lançado em 19 de dezembro do ano 
passado, a bordo de um foguete russo Soyuz, a 
missão deve durar cinco anos.

O telescópio-satélite Gaia é dotado de dois poderosos 
sub-telescópios e vai girar 
lentamente, concluindo uma rotação a cada seis horas. 
Ele vai coletar informações de 1 bilhão de estrelas
passando por cada uma em média 70 vezes até o fim da 
missão. 

Cerca de 2 milhões de estrelas serão 
fotografadas por hora e 50 gigabites de informações 
serão armazenadas todos os dias — o equivalente a 
mais de 1 bilhão de dvds. 
Tudo isso, entretanto,  vai corresponder a apenas
1% da Via Láctea, cujo total de estrelas é estimado em 
100 bilhões.

quinta-feira, 17 de julho de 2014


Nasa testará  'disco voador'
para pousar em Marte.
A Nasa, a agência especial americana, se prepara para testar uma espaçonave muito parecida com um disco voador.

17-julho-2014

France Press/UPI/Reuterns

O  LDSD (sigla em inglês do Desacelerador Supersônico de Baixa Densidade) é uma amostra do tipo de tecnologia que a raça humana precisará para pousar em Marte.
Laboratório de montagem do OVNI amaericano (Imagem NASA)

Nasa pesquisa formas de levar mais carga à Marte para uma missão tripulada. (Ilustração NASA)

Após 65 anos das primeiras detectações dos chamados na época de OVNI (Objetos Voadores não Identificados), a NASA tomou a resolução de criar seus próprios OVNIs.  Renomeado de LDSD (sigla em inglês do Desacelerador Supersônico de Baixa Densidade), o OVNI da NASA será lançado de uma altitude elevada a partir de um balão posicionado sobre o Havaí.
Ele testará um novo tipo de paraquedas e um anel inflável de kevlar que pode ajudar a reduzir a velocidade da espaçonave quando ela se aproximar da superfície do planeta vermelho, Marte.
Uma das primeiras fotos registradas pela sonda-robô Curiosity do solo marciano com oceano de ferrugem ao fundo, (Imagem Curiosity/NASA)

A NASA diz que está tentando elevar a capacidade máxima de carga que pode ser levada para Marte da atual 1,5 tonelada para algo entre 20 e 30 toneladas – o peso do equipamento que uma missão tripulada exige.

Ian Clark, pesquisador do LDSD, disse à BBC News: "Nós estamos testando tecnologias que nos permitirão pousar maiores e mais pesadas cargas úteis, de uma maior altitude e com mais precisão do que jamais fomos capazes".

O teste acontecerá em uma base de testes da mísseis da Marinha americana em Kauai, no Havaí.

Um balão de hélio levantará o LDSD a uma altitude de 35 quilômetros antes de soltá-lo.
Um motor de propulsão a foguete deve então elevar o dispositivo a 55 quilômetros de altura a uma velocidade de Mach 4 (quatro vezes a velocidade do som).
Quando o LDSD começar a reduzir a velocidade, ele acionará seus dois novos sistemas de freios atmosféricos.


'Donut'

O primeiro a ser acionado será o "donut", um dispositivo inflável de 6 metros. Ele aumentará o tamanho do veículo e como consequência a força de arrasto.
Quando a velocidade cair para cerca de Mach 2,5, o paraquedas será acionado. "O paraquedas supersônico que estamos testando é enorme", diz Ian Clark.
"Ele tem 30 metros de diâmetro; ele gera duas vezes e meia o arrasto de qualquer paraquedas anterior que mandamos a Marte".

"Vamos levar o equipamento ao limite no qual os materiais dos quais o paraquedas é feito; nylon e kevlar, podem começar a derreter".
"Mas não sabemos, por isso vamos fazer esse teste".

Se as estruturas se mantiverem intactas, o paraquedas deve soltar o LDSD no oceano em 45 minutos.
O plano da NASA é fazer um novo teste no ano que vem, com um anel e um paraquedas maiores.

A sonda Curiosity, de uma tonelada, é o maior objeto que já pousou em Marte até agora.
Curiosity "escavando" o solo marciano. (Imagerm NASA)

Acredita-se que essa capacidade de carga terá que ser muito aumentada para que astronautas possam receber todos os suprimentos e equipamentos necessários para sobreviver no planeta.


OBSERVAÇÕES DESTE BLOG

Os denominados "Objetos voadores não identificados"  (OVNI - na sigla portuguesa) têm sido alvo de documentação e estudo ao longo de muitas décadas.
Estas documentações, cujos registros fotográficos e filmográficos ocorreram  ao longo de muitos anos e vêm ocorrendo até os nossos dias, nos fornecem dados inquestionáveis.   Muitas teorias, muitas dúvidas ocorreram nesses 60/70 anos.  Mas um fato derruba os mais incrédulos:   A NASA PREPAROU E LANÇARÁ O SEU OVNI como vimos acima.
Em que pese um certo "atraso"  de 65 anos, não nos resta dúvidas que a ASTRONOMIA deu -- mais uma vez -- seu passo certo.

Queremos agora registrar, por imagens, alguns OVNIs ao longo desta história.
É um pequeno flash.
A todos os nosso queridos amigos visitantes sugerimos se aprofundarem nas pesquisas da NET.  


Imagens de OVNI  captadas pelos marinhos do Navio Escola Saldanha da Gama - Rio - 1956


Imagem de um OVNI captada pelo Comandante Alberto de la Luz da Força Aérea Boliviana, 1967


OVNIs que acompanharam o avião em que viajava o então Ministro da Aeronáutica, a partir da Base Aérea de São José dos Campos, 1983

OVNI documentado em New Jersey, 1997
OVNI documentado em região pastoril de Portugal, 1999
OVNI na Inglaterra, 2005

OVNI escoltado por Caças americanos, 2010

Diante destes documentos que inserimos como um pequeno flash nos questionamos:

PORQUE TÃO SOMENTE AGORA OS EUA, POR SEU ÓRGÃO NASA, RESOLVERAM CRIAR UM OVNI E UTILIZÁ-LO EM FUTURAS MISSÕES ESPACIAIS?

quarta-feira, 16 de julho de 2014


Descoberta de vida fora da Terra pode afetar Religião e Filosofia, diz Relatório.


Segundo texto, humanidade precisa se preparar 

para as descobertas de vida fora do planeta Terra.


Fórum Econômico listou  temas que deveriam ser 

debatidos pelas nações.


Reuterns /UPI/ Globo

A descoberta de vida alienígena, o uso de medicamentos 

para aumentar a capacidade cognitiva e a mudança 

completa das condições climáticas na Terra podem 

implicar em dilemas éticos e provocar alterações na 

maneira como a sociedade se organiza e em como ela vê a 

si mesma, aponta a oitava edição do relatório Riscos 

Globais, do Fórum Econômico Mundial, divulgado esta 

semana. A organização listou cinco “fatores X” que 

gostaria de ver nos debates da comunidade internacional 

em 2015 por terem consequências incertas para o futuro 

da humanidade.


Descoberta de vida extraterrestre implica agora em um 

aumento no número de missões no espaço.












'Bolhas' de criações de novas estrelas .Foto: Lynette Cook / Nasa)





Descoberta de vida extraterrestre.


Dado o ritmo de exploração do espaço, cada vez mais 

se descubre a existência de vida alienígena no 

sistema solar. 

Nebulosa "Cabeça de Cavalo  { foto HUBBLE/NASA)

CONSEQUÊNCIAS FUTURAS

Mas quais serão as consequências dessas novas
descobertas para o fluxo de financiamento da ciência e 

para a imagem que a humanidade tem de si mesmo?

De acordo com o Relatório, a astronomia ao 

descobrir um planeta que possa servir como uma futura 

CASA para a humanidade, ou detectarem a existência de 

vida em nosso Sistema Solar, esses avanços trariam sérias 

implicações.


Os cientistas iriam deslocar um grande contingente de 

missões robóticas e humanas para estudar o local, 

apoiados por agências de financiamento entusiasmadas 

com as descobertas. No longo prazo, haveria profundas 

implicações psicológicas e filosóficas desencadeadas 

pela descoberta de vida extraterreste, desafiando a 

religião e a filosofia humana, diz o relatório. Para evitar 

que isso ocorra, o texto aponta a necessidade de 

campanhas de sensibilização do público, prevenindo a 

população contra as consequências sociais de 

descobertas tão profundas e contra a mudança de 

paradigma quanto à posição da humanidade no Universo.


De acordo com o Relatório, os astrônomos ao

descobrirem  planetas  como uma futuras 

CASAS para a humanidade, ou a detectarem a existência de vida 

em nosso Sistema Solar (como já o estão fazendo), esses avanços trariam sérias implicações.


Os cientistas irião deslocar um grande contingente de 

missões robóticas e humanas para estudar o local, 

apoiados por agências de financiamento entusiasmadas 

com as descobertas. No longo prazo, haveria profundas 

implicações psicológicas e filosóficas desencadeadas 

pela descoberta de vida extraterreste, desafiando a 

religião e a filosofia humana, diz o Relatório. Para evitar 

que isso ocorra, o texto aponta a necessidade de 

campanhas de sensibilização do público, prevenindo a 

população contra as consequências sociais dessas novas

descobertas tão profundas e contra a mudança de 

paradigma quanto à posição da humanidade no Universo.



CONSIDERAÇÕES DESTE BLOG.


    *** Em nossa postagem de 4 de fevereiro deste ano (2014), os cientistas que acompanham o jipe-robô Curiosity, o qual aterrisou em Marte em agosto de 2012,
Jipe-robô Curiosity em solo marciano (Divulgação NASA)

encontraram evidência de um antigo lago de água doce em Marte, com condições para permitir a vida microbiana.
O lago, localizado dentro da Cratera Gale,

onde o jipe-robô da Nasa, cobria uma área de 50 quilômetros de comprimento e 5 quilômetros de largura, embora seu tamanho tenha variado ao longo do tempo.
Lago de água doce na Cratera Gale (Imagem Curiosity - divulgação NASA)

   *** Em nossa postagem de 9 de março deste ano (2014), sobre a chuva em Saturno, registramos a existência em seu satélite Encélado de um lago com profundidade de 8 mil quilômetros nas dimensões do maior dos nossos lagos de água doce (Lago Superior) entre Canadá e USA. Esse lago é o responsável pela chuva de água, sal, e "neve" de gelo que se precipitam sobre o anel 14 - E, do planeta Saturno.
Representação gráfica do interior de  Encélado, mostrando seu lago no polo sul e suas erupções (Divulgação NASA)

      *** Já no ano de 2012, o telescópio Hubble captou imagem do exoplaneta denominado GJ 1214-b, que orbita a estrela GJ1214 em apenas 18 horas. O exoplaneta possui 6 vezes a massa da Terra, possui um interior de gelo, e seu exterior é composto de 75% de água e 25% de rocha, ou seja, muito superior a Terra. O exoplaneta encontra-se a 40 anos-luz.
Exoplaneta - a "Super Terra", denominado de GJ 1214-b (a 40 anos-luz). Imagem captada pelo telescópio Hubble/ divulgação NASA

Por tudo isso podemos afirmar:  A VIDA NÃO É, EM HIPÓTESE ALGUMA, PRIVILÉGIO DESTE NOSSO PEQUENINO PLANETA.