sexta-feira, 26 de setembro de 2014

Água é descoberta, pela primeira vez, na atmosfera de exoplaneta do tamanho de Netuno.

O HAT-P-11b é o menor planeta fora do Sistema 

Solar encontrado pelos cientistas a apresentar 

essas condições. A descoberta, publicada na revista 

'Nature', é mais um passo rumo à identificação de 

mundos que possam abrigar vida.


24/09/2014

Veja Ciência / Agência EFE



O planeta HAT-P-11b, que possui um raio quatro vezes maior que o da Terra e está localizado na constelação de Cisne, a 122 anos-luz (cada ano luz equivale a 9,46 trilhões de quilômetros)
O planeta HAT-P-11b, que possui um raio quatro vezes maior que o da Terra e está localizado na constelação de Cisne, a 122 anos-luz (cada ano luz equivale a 9,46 trilhões de quilômetros) (David A. Aguilar/CfA/Reprodução/VEJA.com)
Os cientistas americanos  Jonathan Fraine, Drake Deming, Bjorn Benneke, Heather Knutson, Andrés Jordán, Néstor Espinoza, Nikku Madhusudhan, Ashlee Wilkins, Kamen Todorovne  pertencentes  às instituições Universidade de Maryland, EUA, e com colaboração da PUC do Chile, detectaram vapor de água na atmosfera de um exoplaneta do tamanho de Netuno. O HAT-P-11b é o menor planeta fora do Sistema Solar. 
A descoberta, publicada nesta quarta-feira (24/09) na revista Nature, permite avançar rumo à identificação de mundos em nossa galáxia com condições similares à da Terra — ou seja, que possam abrigar vida.
 Com um raio quatro vezes maior que o de nosso planeta e localizado na constelação de Cisne, a 124 anos-luz (cada ano-luz equivale a 9,46 trilhões de quilômetros), o HAT-P-11b possui uma camada de nuvens sobre sua superfície fria e gasosa que permitiu a análise da composição de sua atmosfera e revelou a presença de água.
Essas condições são raras, pois, até o momento, só era possível analisar a composição atmosférica de grandes planetas gasosos, similares a Júpiter.    Os planetas menores normalmente são cobertos por densas nuvens, compostas por todos os tipos de elementos, que impedem a análise das camadas mais profundas da atmosfera. Há décadas, esse é um obstáculo para estudar planetas do sistema solar como Júpiter, coberto de nuvens estratificadas de amoníaco, e Vênus, onde se estendem grossas nuvens de ácido sulfúrico.
A atmosfera clara do HAT-P-11b, entretanto, revelou, além de moléculas de vapor de água, também hidrogênio e vestígios de átomos pesados.
Espectro luminoso — Dada a impossibilidade de enviar sondas espaciais para estudar distantes exoplanetas, os cientistas tratam de estabelecer sua composição atmosférica a partir de informações do espectro electromagnético que chega à Terra. Assim, a partir de imagens obtidas pelos telescópios Hubble e Spitzer, os cientistas analisaram a luz emitida pela estrela do planeta através de sua atmosfera. O pesquisador Jonathan Fraine, da Universidade de Maryland, nos Estados Unidos, e seus colegas perceberam que a luz com comprimento de onda de 1,4 micrômetro era absorvida, o que está dentro do espectro de absorção de moléculas de água.
A presença de água é um dos elementos essenciais para que a vida possa se desenvolver. O achado é considerado chave para compreender a formação e a evolução dessa classe de exoplanetas, segundo aponta o estudo da Nature.

CONSIDERAÇÕES DESTE BLOG:

Como já postamos anteriormente (por favor, vejam 
essas postagens) mais de 1.000 exoplanetas foram 
detectados pelo Hubble.  Destes, 352 apresentam 
água em suas atmosferas.  
 HAT-P-11b possui o tamanho do planeta Netuno 
que embora possua um raio 4 vezes maior que a 
Terra, é bem menor que Saturno e Júpiter.
Até este momento é o 353 exoplaneta a apresentar 
água em sua atmosfera.
Não podemos deixar de relembrar que o nosso 
"vizinho" Marte possui água (rios, lagos, mares) em 
sua superfície.  E que o satélite Encédalo de Saturno 
"despeja" chuvas de água, gelo e sal sobre o anel 14 
do planeta, o qual por sua vez faz esse volume cair 
sobre a superfície de Saturno.
Em suma, água e vida nunca foram privilégio de 
nossa modesta Terra.   (VEJAM TODOS ESSES 
DADOS EM NOSSAS POSTAGENS ANTERIORES).


quarta-feira, 10 de setembro de 2014


Asteroide de 20m passou 'muito perto' da Terra, diz Nasa.

Agência EFE / Veja Ciência


Passagem do corpo celeste foi monitorada e não 

representou risco ao planeta.


Representação artística de um asteroide
Representação artística de um asteroide (Thinkstock/VEJA)


Um pequeno asteroide com cerca de 20 metros de diâmetro passou "muito perto" da Terra neste domingo (07/09), sem, no entanto, representar risco para o planeta, informou a Nasa. A passagem do corpo celeste batizado como C2014 RC foi monitorada pela agência espacial americana e havia sido anunciada na última quinta-feira.



"Não é preciso se preocupar, ele está a 40 mil quilômetros", escreveu a Nasa em sua conta no Twitter durante a passagem do asteroide pelas proximidades da Terra. Segundo os cálculos da agência, o momento em que o 2014 RC esteve mais perto do planeta aconteceu às 15h18 deste domingo, quando o corpo celeste passou na direção da Nova Zelândia.

O asteroide foi descoberto em 31 de agosto  por pesquisadores do projeto Catalina Sky Survey, da Universidade do Arizona, e, paralelamente, pelo telescópio Pan-STARRS 1, no Havaí, em 1.º de setembro. No momento de maior aproximação, o 2014 RC ficou a 40.000 quilômetros da Terra, equivalente a um décimo da distância entre a Lua e o centro do planeta.

Observação – Devido ao tamanho relativamente pequeno do corpo celeste, os cientistas haviam advertido que ele não poderia ser visto a olho nu, mas ressaltaram que astrônomos amadores poderiam conseguir observar a passagem do 2014 RC com telescópios. Como o asteroide tem uma órbita em torno do Sol, os pesquisadores acreditam que, no futuro, ele poderá voltar a passar perto da Terra.

CONSIDERAÇÕES DESTE BLOG.

Todos nós nos encontrávamos encantados com a lua 
gigante.  Por total desconhecimento, sequer 
percebíamos a aproximação do  C2014 RC  e a sua 
passagem tão "coladinha" à nós.
Ainda bem!... 
Se soubéssemos com antecedência, uma quantidade de 
nós estaria a lhe espreitar sua passagem e lhe desejar 
"BOA SORTE" ao seu caminhar.
Outros -- esses idiotizados pelos credos cegantes -- 
cairiam de joelhos na espreita do famoso e esperançoso 
SALVADOR Jesus.



quinta-feira, 28 de agosto de 2014


Sonda Rosetta identifica 5 opções para pouso em cometa.


28/08/2014

ESA/Veja

Módulo Philae, que a sonda carrega, chega à superfície 

do cometa em novembro.

Foto 1 / 9
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Detalhe da superfície do cometa 67P/Churyumov-Gerasimenko. A imagem, do dia 6 de agosto, foi feita pela sonda Rosetta a 130 quilômetros de distância - ESA/Rosetta/MPS for OSIRIS Team MPS/UPD/LAM/IAA/SSO/INTA/UPM/DASP/IDA/VEJA
Após dez anos Viajando pelo Sistema Solar, a sonda Rosetta chegou no começo deste mês a seu destino, o cometa 67P/Churyumov-Gerasimenko, e agora os cientistas devem selecionar o melhor ponto da superfície do astro para o pouso do módulo Philae, que a sonda carrega. 
Cinco lugares estão entre os mais indicados.
O módulo de 100 quilos será lançado em direção à superfície do cometa quando o mesmo estiver a uma distância de 450 milhões de quilômetros do Sol. As cinco opções de pouso escolhidas pelos cientistas que controlam o dispositivo a partir de Toulouse, no sul da França, permitem que o Philae receba pelo menos seis horas de luz solar durante cada rotação do cometa, de modo que suas baterias sejam recarregadas.
Os locais foram identificados com base nas informações prestadas pela Rosetta. "A orientação do cometa com relação ao Sol, sua velocidade de rotação, massa e gravidade na superfície têm um papel importante para estudar a viabilidade técnica de cada um dos possíveis lugares de pouso", diz o comunicado da Agência Espacial Europeia (ESA, na sigla em inglês).
Local — O melhor ponto para o pouso será revelado em 12 de outubro, um mês antes da data prevista para a operação, 11 de novembro. "Este cometa não se parece com nada que vimos antes, e apresenta espetaculares formações que ainda não terminamos de compreender", explicou um dos cientistas do módulo de aterrissagem, Jean-Pierre Bibring. De acordo com a ESA, a missão Rosetta vai ajudar a decifrar a história e a evolução de nosso Sistema Solar. Ela pode encontrar respostas sobre a origem de água na Terra e até sobre a vida no planeta.
OBSERVAÇÃO: Sabe-se hoje que outros planetas do nosso Sistema Solar, tais como Marte, Júpiter e Saturno, com seus respectivos satélites naturais abrigam água e formas de vida.

Módulo Philae, que a Sonda Rosetta carrega, pousará 

na superfície 

do Cometa em novembro próximo.

Foto 1 / 9
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Detalhe da superfície do cometa 67P/Churyumov-Gerasimenko. A imagem, do dia 6 de agosto, foi feita pela sonda Rosetta a 130 quilômetros de distância - ESA/Rosetta/MPS for OSIRIS Team MPS/UPD/LAM/IAA/SSO/INTA/UPM/DASP/IDA/VEJA
Após dez anos viajando pelo Sistema Solar, a sonda Rosetta chegou no começo deste mês a seu destino, o cometa 67P/Churyumov-Gerasimenko, e agora os cientistas devem selecionar o melhor ponto da superfície do cometa para o pouso do módulo Philae, que a sonda carrega.
 Cinco lugares estão entre os mais indicados.
O módulo de 100 quilos será lançado em direção à superfície do cometa quando o mesmo estiver a uma distância de 450 milhões de quilômetros do Sol. 
As cinco opções de pouso escolhidas pelos cientistas que controlam o dispositivo a partir de Toulouse, no sul da França, permitem que o Philae receba pelo menos seis horas de luz solar durante cada rotação do cometa, de modo que suas baterias sejam recarregadas.
Os locais foram identificados com base nas informações prestadas pela Rosetta. "A orientação do cometa com relação ao Sol, sua velocidade de rotação, massa e gravidade na superfície têm um papel importante para estudar a viabilidade técnica de cada um dos possíveis lugares de pouso", diz comunicado da Agência Espacial Europeia (ESA, na sigla em inglês).
Local — O melhor ponto para o pouso será revelado em 12 de outubro, um mês antes da data prevista para a operação, 11 de novembro.
 "Este cometa não se parece com nada que vimos antes, e apresenta espetaculares formações que ainda não terminamos de compreender", explicou um dos cientistas do módulo de aterrissagem, Jean-Pierre Bibring. De acordo com a ESA, a missão Rosetta vai ajudar a decifrar a história e a evolução de nosso Sistema Solar. Ela pode encontrar respostas sobre a origem de água na Terra e até sobre a vida.






Após mais de dez anos, a sonda Rosetta, projetada pela Agência Espacial 

Europeia (ESA, na sigla em inglês), finalmente chegou a seu destino na 

manhã desta quarta-feira,06/08/2014.  Com uma manobra que começou às 

6h (horário de Brasília) e durou pouco mais de 6 minutos, ela entrou na 

órbita do cometa 67P/Churyumov-Gerasimenko.    A  400 milhões de 

quilômetros da Terra, Rosetta posicionou-se a 100 quilômetros do cometa

o acompanha na trajetória ao redor do Sol

quinta-feira, 7 de agosto de 2014


Em feito inédito, sonda Rosetta entra na órbita de um cometa.
É a primeira vez na história que uma 
sonda chega a um cometa.

07/08/2014
ESA / VEJA Ciência-Espaço
Sonda Rosetta. (Imagem ESA)

Após mais de dez anos, a sonda Rosetta, projetada pela Agência Espacial Europeia (ESA, na sigla em inglês), finalmente chegou a seu destino na manhã desta quarta-feira,06/08/2014.  Com uma manobra que começou às 6h (horário de Brasília) e durou pouco mais de 6 minutos, ela entrou na órbita do cometa 67P/Churyumov-Gerasimenko.    A  400 milhões de quilômetros da Terra, Rosetta posicionou-se a 100 quilômetros do cometa e o acompanha na trajetória ao redor do Sol

Imagem da superfície do cometa captada pela sonda Rosetta a 100 quilômetros do cometa. (Imagem ESA)



Os astrônomos transmitiram em tempo real o que chamam de "encontro" com o cometa no site oficial da missão. Para saber se a operação foi bem sucedida, os cientistas da ESA esperaram cerca de meia hora — o tempo que demora para os sinais da sonda chegarem à Terra.     









A sonda Rosetta entra em órbita do cometa.


Com a chegada, Rosetta torna-se a primeira sonda da história a entrar na órbita de um cometa. Em novembro, a sonda enviará o robô Philae à superfície do cometa. Ela analisará a superfície de 67P/Churyumov-Gerasimenko e encontrará o melhor local de pouso para o Philae, de 100 quilos.
O robô possui nove instrumentos, que permitem, por exemplo, analisar gases, registrar imagens panorâmicas e examinar ondas de rádio.    O veículo passará entre um e dois meses fazendo fotografias e recolhendo amostras, que serão analisadas junto com as informações enviadas por Rosetta.

Em agosto de 2015, o cometa atingirá seu ponto mais próximo ao Sol, enquanto Rosetta seguirá orbitando ao seu redor e colhendo dados. O objetivo é que todo o conhecimento fornecido pela sonda e pelo veículo Philae ajude os cientistas a decifrar os mistérios da formação do Sistema Solar e até da origem da vida em nosso planeta e em outros do Sistema.

Por que Rosetta?

A sonda foi batizada em homenagem à Pedra de Roseta, uma rocha vulcânica descoberta por soldados franceses em 1799, no Egito. Ela ajudou a desvendar o Egito Antigo para os exploradores, por possuir escritos em hieróglifos – linguagem egípcia escrita, que até então era desconhecida – e sua tradução em grego. A comparação entre os escritos permitiu que os pesquisadores decifrassem os códigos da civilização egípcia – assim como os cientistas esperam que a sonda Rosetta desvende as peças mais antigas do Sistema Solar, os cometas.
Dez anos de Rosetta 

— Lançada em 2 de março de 2004, a bordo do foguete Ariane 5, do Centro Espacial Europeu de Kourou, na Guiana Francesa, ela tem previsão de funcionar até 31 de dezembro de 2015. Após seu lançamento, a missão, que tem um custo estimado em 1 bilhão de euros (cerca de 3 bilhões de reais), realizou três órbitas ao redor da Terra, para ganhar impulso, e uma ao redor de Marte. Rosetta também foi o primeiro objeto a se aproximar de Júpiter, usando seus painéis solares como principal fonte de energia.
Em 20 de janeiro, Rosetta foi reativada, depois de 957 dias "hibernando" no espaço. Com a entrada na órbita do 67P/Churyumov-Gerasimenko, nesta quarta-feira, Rosetta vai acompanhar o cometa em sua viagem em direção ao Sol, para monitorar as mudanças que acontecerão no corpo celeste durante este trajeto, até que ele atinja o ponto mais próximo à estrela. Por serem "sobras" da formação do nosso Sistema Solar, a composição dos cometas pode dar pistas importantes sobre o surgimento da vida na Terra e em outros planetas, e a evolução do Universo.

(Com Agência France Press)

Trajetória da sonda Rosetta

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Lançamento


A sonda foi lançada em 2 de março de 2004, a bordo do foguete Ariane 5, do Centro Espacial Europeu de Kourou, na Guiana Francesa, pesando 3 toneladas. Como nenhum foguete seria capaz de levar a sonda diretamente ao cometa, ela precisou dar a volta no Sol cerca de quatro vezes, para ganhar impulso e seguir sua jornada.

sábado, 2 de agosto de 2014

Telescópio-Satélite Gaia, 'cartógrafo da galáxia' vai começar a operar.


O telescópio-satélite vai produzir o mais preciso mapa 

tridimensional da Via Láctea.


30 de julho de 2014

France Press / VEJA



Telescópio-Satélite Gaia vai mapear 1 bilhão de estrelas nos próximos cinco anos (AFP/VEJA)


O telescópio-satélite Gaia, equipado com a mais 
poderosa câmera já lançada ao espaço, atingiu seu 
destino, a 1,5 milhão de quilômetros da Terra, onde vai 
começar a produzir o mais preciso mapa tridimensional 
da nossa galáxia -- a Via Lactea. De acordo com um 
comunicado divulgado pela Agência Espacial Europeia 
(ESA, na sigla em inglês), o Gaia está pronto para 
começar a operar.  Lançado em 19 de dezembro do ano 
passado, a bordo de um foguete russo Soyuz, a 
missão deve durar cinco anos.

O telescópio-satélite Gaia é dotado de dois poderosos 
sub-telescópios e vai girar 
lentamente, concluindo uma rotação a cada seis horas. 
Ele vai coletar informações de 1 bilhão de estrelas
passando por cada uma em média 70 vezes até o fim da 
missão. 

Cerca de 2 milhões de estrelas serão 
fotografadas por hora e 50 gigabites de informações 
serão armazenadas todos os dias — o equivalente a 
mais de 1 bilhão de dvds. 
Tudo isso, entretanto,  vai corresponder a apenas
1% da Via Láctea, cujo total de estrelas é estimado em 
100 bilhões.