terça-feira, 14 de julho de 2015

Sonda New Horizons, da Nasa, atinge ponto mais próximo de Plutão.

O feito extraordinário ocorreu na manhã desta terça (14/7); o equipamento ficou a 12,5 mil km do rotulado "planeta anão".
Dados coletados devem ser transmitidos para a Terra somente nesta noite.


G1 Ciências - 14/07/2015 08h51 - (Atualizado em 14/07/2015 - 10h49)
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      A sonda espacial New Horizons finalmente chegou ao ponto mais próximo de Plutão na manhã desta terça-feira (14), de acordo com a agência espacial americana  (Nasa), responsável pela missão.
      
       Depois de viajar por nove anos e quase 5 bilhões de quilômetros (que é a distância entre Plutão e a Terra), o equipamento conseguiu ficar a 12.500 km do planeta anão – o ponto mais próximo que o equipamento conseguiria alcançar.


    
DETALHES DA ESPAÇONAVE New Horizons:

  A nave New Horizons é a mais rápida já lançada na história, chegando a uma velocidade de até 58mil km/h.
 • LANÇAMENTO:
19 de janeiro de 2008  (Flórida -- (EUA)
VELOCIDADE ATUAL:
50 mil km/h
TEMPO DE ENVIO DOS DADOS POR TRANSMISSÃO DE RÁDIO (NA VELOCIDADE DA LUZ):
4h25m
DIMENSÕES DA ESPAÇONAVE:
70 centímetros (altura)
2,1 mts (comprimento)
2,7 mts (largura)
PESO:
478 kg
CUSTO DA MISSÃO entre 2001 e 2015:
US$ 720 milhões

DETALHES DO PLANETA:
DISTÂNCIA DA TERRA: 
4,77 bilhões de km
DIÂMETRO:
2.370 km (2/3 do tamanho da Lua)
ANO PLUT\ÕNICO:
 248 anos terrestres
DIA PLUTÔNICO:
8,4 dias terrestres
SATÉLITES DE PLUTÃO (ano da descoberta)
CARONTE (1978)
NIX (2005)
HIDRA (2005)
ESTIGE (2011)
CÉRBERO (2012)
COMPONENTES DA ESPAÇONAVE



A  New Horizons  viaja  pelo  espaço carregando  as  cinzas  do  cientista  Clyde Tombaugh,  que  descobriu  Plutão  em  1930, além  de  outros  itens,  como  duas  bandeiras americanas.



 missão vai colaborar com a ciência para analisar mais detalhes sobre a superfície e a temperatura de Plutão e de sua região, chamada de Cinturão de Kuiper.
    

    Às 8h50, horário de Brasília, o relógio com a contagem regressiva da Nasa zerou, o que, de acordo com os especialistas, era um indicativo de que a sonda teria feito a aproximação prevista.
     Cientistas presentes na sede da Nasa comemoraram no momento em que a contagem regressiva acabou. A maioria vibrava e balançava pequenas bandeiras dos EUA.

Cientistas vibram quando veem pela primeira vez a imagem mais aproximada de Plutão, coletada pela New Horizons na segunda, mas divulgada uma hora antes da aproximação da sonda (Foto: NASA/Bill Ingalls)

Quatro horas antes a New Horizons captou e enviou esta imagem de Plutão.     

 
    (Foto NASA)

        O astrônomo Cássio Barbosa, blogueiro do G1, explica que nenhum dado deve ser transmitido nesta manhã, já que a New Horizons precisa estar silenciosa para captar o máximo de informações sobre Plutão e sua maior lua, Caronte.
   Segundo ele, só por volta das 22h desta terça é que a sonda "deve ligar para casa". "Vai ser uma breve comunicação da situação da nave, literalmente para dizer que a nave está viva, que ela sobreviveu à passagem tão próxima de Plutão e Caronte".
     
     A informação foi confirmada pelo chefe da missão New Horizons, Alan Stern. "Fique ligado. Por volta das 21h [22h, hora de Brasília] vamos saber se ela [a sonda] sobreviveu ao sistema de Plutão.  Mas é sempre bom um pequeno drama, já que é uma exploração verdadeira”, disse ele, que agradeceu a ajuda de sua equipe em uma coletiva de imprensa.
     O motivo da preocupação é que na região há muitos meteoroides e destroços da formação do Sistema de luas de Plutão. Essas "pedras no caminho" podem colidir com a sonda e destruí-la.   Segundo a Nasa, a chance de impacto é de 1 em 10 mil, considerada alta.
     As informações principais, incluindo fotos de altíssima resolução, serão enviadas na quarta-feira (15), durante uma transmissão de dados mais longa.


Imagem captada e transmitida pela sonda em data de hoje (15/7).  Recebida pelo  Centro da NASA 
4 horas e meia após.
A Agência a postou em seu site www. nasa.org  disponibilizandoa-a para os visitantes em geral.


Trajetória
   
A sonda foi lançada em 2006, dos Estados Unidos, a bordo do foguete Atlas. Ela viajou até Júpiter e usou a gravidade desse planeta como um estilingue para acelerar sua velocidade.

     Desde então, a sonda ficou adormecida e viajou pelo espaço até ser reativada, em dezembro do ano passado.
Sete instrumentos que estão a bordo da sonda vão captar essas imagens, que serão transmitidas para a Terra. O tempo de transmissão dos dados de Plutão até a Nasa, nos Estados Unidos, é de quatro horas e meia.

     Nesta segunda (13), os cientistas divulgaram que o "planeta anão" é maior do que se previa. Plutão, antes considerado o nono e mais distante planeta do Sistema Solar, tem um diâmetro de cerca de 2.370 quilômetros, cerca de 80 quilômetros a mais do que previsões anteriores.
     Agora ele é oficialmente maior do que Eris, um dos centenas de milhares de miniplanetas e objetos parecidos com cometas que circulam o Cinturão de Kuiper.

    Segundo a agência Reuters, ser um pouco maior significa que Plutão consiste significativamente de mais gelo e um pouco menos de água do que o previsto, um detalhe importante para cientistas determinarem a história de como ele e o resto do Sistema Solar foram formados.
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DOIS COMPLEMENTOS  À  ESTA  POSTAGEM.       
1⁰ COMPLEMENTO
GOOGLE homenageia o feito espacial com um doodle animado.
Google celebra novas imagens de Plutão obtidas com a sona New Horizons, da NASA (Foto: Reprodução/Google)
2 COMPLEMENTO
Jornal O ESTADO DE S. PAULO edita reportagem especial.

Nave conclui viagem histórica a Plutão.
Infográficos/Estadão | 14/07/15

Após 9 anos, New Horizons chega ao planeta anão, calcula seu diâmetro e densidade, além de captar imagens e informações científicas.






terça-feira, 26 de maio de 2015

GOOGLE HOMENAGEIA
A ASTRONAUTA
SALLY RIDE.




Data desta postagem:  26 de maio de 2015

Em comemoração a 64ª. passagem de aniversário de Sally Ride, o site
de buscas GOOGLE posta 5 doodles especiais.





HOJE , 26 de maio de 2015, por ocasião da 64ª passagem de seu aniversário de nascimento, Sally foi homenageada pelo site de buscas Google com 5 doodles que se alternavam durante o dia.

Formada em Física e Inglês pela Universidade de Stanford, Ride foi uma das 8 mil mulheres que responderam a um anúncio da NASA, para selecionar o primeiro grupo de astronautas femininas do programa espacial norte-americano em 1978.   Selecionada, com mais cinco mulheres - Anna Fisher, Judith Resnik, Kathryn Sullivan, Shannon Lucid e Rhea Seddon -, ela completou o curso de qualificação em 1979. Como parte de seu aprendizado ou aprendizagem, atuou com o CAPCOM (o comunicador com a nave e a tripulação em voo direto de Houston) das segunda e terceira missões do ônibus espacial   e ajudou a desenvolver o braço robótico canadense  acoplado ao espaço de carga do ônibus espacial. 
Em 18 de junho de 1983, Sally Ride entrou para a história como a primeira americana a subir ao espaço, como integrante da tripulação da Challenger, na missão STS-7,
que colocou em órbita dois satélites de comunicação, realizou experimentos farmacêuticos e foram os primeiros tanto a colocar um satélite em sua órbita no espaço, quanto em recolher outro avariado para dentro do ônibus espacial.
Ao final de seu segundo vôo espacial no ano seguinte,  também como tripulante da Challenger,  Sally passou a acumular 343 horas de permanência no espaço. Ela treinava para uma terceira missão quando ocorreu o acidente que destruiu a Challenger, matou sua colega de turma pioneira Judith Resnik, paralisou o programa espacial americano por quase três anos e a impediu de voar mais uma vez.

Em 1987, após ter se tornado uma líder e exemplo para todas as mulheres americanas que desejavam ser astronautas e ser uma das investigadoras oficiais das causas do acidente, ela deixou a NASA para trabalhar em sua alma-mater, a Universidade de Stanford, lecionar física na Universidade da Califórnia. – UCLA, e dirigir o Instituto Espacial da Califórnia. 
Em 2003, ela foi convidada pela agência a fazer parte da equipe de investigação das causas da tragédia com a Columbia, tornando-se a única astronauta a participar das duas investigações.
Sally morreu em 23 de julho de 2012, por problemas decorridos de um câncer no pâncreas. 
Foi casada com o também astronauta Steven Hawley.  De 1985 até seu falecimento, viveu com a Dra. Tam E. O'Shaughnessy, 

relacionamento revelado somente em seu obituário e confirmado pela sua irmã. 
Sally e Tam conheceram-se e tornaram-se grandes amigas quando ambas tinham 12 anos de idade e praticavam tênis.

  
Tam chegou a profissionalizar-se antes de doutorar-se em Biologia.
Dra. Tam E. O'Shaughnessy dirige o Centro Sally Ride de Estudos Avançados em Ciência . Na foto abaixo Tam recebe os cumprimentos de Sally quando de sua nomeação ao cargo.

Em 2013 Tam recebeu do presidente Obama a Medalha da Paz dirigida a Sally Ride, em homenagem póstuma.

Ontem, 26 de maio de 2015, por ocasião da 64ª passagem de seu aniversário de nascimento, Sally foi homenageada pelo site de buscas Google com 5 doodles que se alternavam durante o dia.



sexta-feira, 22 de maio de 2015




Nasa descobre galáxia mais luminosa do Universo.

Publicado em 21/05/15 19h53 e Atualizado em 21/05/15 20h05

Por Líria Jade* Fonte:Portal EBC




A Nasa, agência aeroespacial norte-americana, anunciou nesta quinta-feira (21) a descoberta de uma galáxia remota que possui a luminosidade de mais de 300 trilhões de sóis. A galáxia pertence a uma nova classe de corpos celestes recentemente descobertos pelo telescópio de infravermelhos WISE- Wide-field Infrared Survey Explorer, as "galáxias infravermelhas extremamente luminosas".
A galáxia, catalogada como WISE J224607.57-052635.0, pode ter um buraco negro no seu centro. Segundo a Nasa, isso é raro numa galáxia longínqua como esta.
Os buracos `supermassivos` atraem gás e matéria para um disco de acreção em seu redor, a ponto de o aquecer para temperaturas de milhões de graus e fazer com que liberte radiação visível, ultravioleta e raios-X. A luz é bloqueada por "casulos" de poeira, que, ao aquecerem, emanam radiação infravermelha.
Segundo a agência americana, a luz da galáxia viajou 12,5 mil milhões de anos até chegar ao tempo atual, então os astrônomos veem o corpo como era no passado. O buraco negro já teria mil milhões de vezes a massa do Sol quando o Universo tinha um décimo da sua idade atual, cerca de 14 mil milhões de anos.
"Estamos a observar uma fase muita intensa da evolução da galáxia", afirmou Chao-Wei Tsai, da NASA, e autor principal do estudo, que é publicado na sexta-feira na revista The Astrophysical Journal.
Como o buraco negro em causa se tornou tão gigantesco continua uma incógnita para os autores da investigação, que acreditam que a “deslumbrante luz” da galáxia pode derivar da ação desse buraco.
O estudo reporta 20 novas "galáxias infravermelhas extremamente luminosas", incluindo a galáxia mais luminosa detetada até agora. Estas galáxias não foram encontradas anteriormente devido à sua distância e porque a poeira torna a sua luz visível em radiação infravermelha, não visível.

sexta-feira, 27 de fevereiro de 2015


Sonda encontra luzes misteriosas em planeta anão Ceres.

UPI / France Press / Veja

26-02-2105


A sonda Dawn, da Nasa, detectou duas luzes piscando 

na superfície do objeto, e os cientistas ainda não sabem 

a explicação para o fenômeno.

Imagem do planeta anão Ceres feita em 19 de fevereiro pela sonda Dawn
Imagem do planeta anão Ceres feita em 19 de fevereiro pela sonda Dawn (

A Nasa divulgou na quarta-feira fotografias do planeta anão Ceres, feitas pela sonda Dawn a 46.000 quilômetros de distância do corpo celeste, localizado no cinturão de asteroides existente entre Marte e Júpiter. As imagens mostram duas luzes piscando na superfície do planetoide, um fenômeno para o qual os cientistas ainda não têm explicação.
Chris Russell, principal investigador da missão, afirmou que os pontos brilhantes podem ser estruturas vulcânicas do planeta anão, mas que será preciso esperar fotografias com resolução melhor para tirar conclusões.  
A sonda Dawn entrará na órbita de Ceres no dia 6 de março.  “Os pontos brilhantes continuam sendo muito pequenos para a resolução da nossa câmera, mas, apesar do tamanho, são mais brilhantes do que qualquer coisa em Ceres", afirmou Andreas Nathues, principal pesquisador de uma das câmeras da sonda Dawn. "Isso é algo inesperado e um mistério para nós.”
Lançada em 2007 pela Nasa, a Missão Dawn tem como objetivo orbitar os asteroides Vesta e Ceres para estudar sua estrutura interna, densidade, forma, tamanho, composição e massa, entre outros aspectos. Os dados ajudarão os cientistas a entender a história desses objetos e quais meteoritos encontrados na Terra vêm desses corpos. 
Em agosto de 2011, a Missão Dawn orbitou o asteroide Vesta, ficando lá até setembro do ano seguinte. Ela fez mais de 30.000 imagens dele, assim como diversas medições e informações sobre sua composição geológica. 

quarta-feira, 18 de fevereiro de 2015

Cientistas apontam dois novos planetas no Sistema Solar.

Pesquisadores afirmam que pelo menos dois objetos 

maiores do que a Terra devem existir em locais 

longínquos, depois de Plutão. Descoberta ainda precisa 

ser comprovada.

16/02/2015
UPI/France Press
Concepção artística de um dos dois possíveis novos planetas
Concepção artística de um dos dois possíveis novos planetas (NASA/VEJA)

Nosso Sistema Solar pode comportar mais planetas do que os oito que conhecemos atualmente. Os possíveis novos mundos não foram observados diretamente, mas determinados por meio de cálculos, e sua comprovação pode mudar do que sabemos sobre os arredores da Terra.

A pesquisa, realizada por cientistas da Universidade Complutense de Madrid e da Universidade de Cambridge, foi publicada em duas etapas no periódico Monthly Notices of the Royal Astronomical Society, em setembro de 2014 e janeiro deste ano. De acordo com ela, pelo menos dois planetas ainda não identificados devem existir para explicar o comportamento dos objetos transnetunianos, aqueles que orbitam o Sol além de Netuno.
Segundo a teoria mais aceita atualmente, as órbitas desses objetos devem estar distribuídas aleatoriamente e seus trajetos precisam preencher uma série de requisitos estabelecidos, como ter um semieixo maior (distância máxima em relação ao Sol) com cerca de 150 Unidades Astronômicas (UA, que equivale à distância entre a Terra e o Sol) e uma inclinação em sua órbita próxima de zero grau.
O que se observa, no entanto, é que diversos desses corpos fogem dos padrões, com semieixos que variam de 150 a 525 UA e com inclinação média de 20 graus. A detecção de objetos com características inesperadas em suas órbitas fez com que os pesquisadores concluíssem que alguma força estaria agindo sobre eles, alterando seus percursos. A existência de planetas além de Netuno e Plutão surgiu como a explicação mais provável para este fenômeno. “Nós precisamos de pelo menos dois planetas para explicar o que foi observado”, disse ao site de VEJA Carlos de la Fuente Marcos, líder do estudo e pesquisador da Universidade Complutense de Madrid.
Os cientistas ainda não sabem qual é o tamanho certo desses possíveis planetas. "Cálculos ainda não publicados sugerem que a massa deles deve ser de duas a quinze vezes a da Terra", afirma Marcos. Por isso, nenhum dos novos objetos deve ser classificado como planeta anão, a exemplo de Plutão.
Devido à distância que se encontram do Sol, esses planetas devem ser rochosos e congelados. “É improvável que eles sejam gigantes gasosos como Urano e Netuno”, diz o autor. No estudo, os pesquisadores analisaram treze objetos transnetunianos e os efeitos de um mecanismo chamado Kozai, relacionado à perturbação gravitacional que um corpo grande provoca na órbita de objetos menores e distantes dele. Eles usaram como referência a influência exercida por Júpiter no cometa 96P/Machholz1.
Contestação — A descoberta encontrou alguns obstáculos. O modelo atual de formação do Sistema Solar determina que não devem existir planetas depois de Netuno. “Essencialmente, o Sistema Solar acaba a cerca de 30 UA do Sol”, explica Marcos. “Qualquer coisa depois disso deveria ser apenas asteroides e cometas, ou talvez algum objeto do tamanho de Marte, nada mais.” Por outro lado, descobertas recentes feitas pelo telescópio Alma sugerem que os planetas podem ter sido formados mais distantes de sua estrela central do que se acreditava. Essa teoria ajudaria a explicar os novos planetas.
Carlos de la Fuente Marcos é cauteloso ao explicar sua pesquisa. "Pode levar um tempo para encontrarmos esses planetas, se eles de fato existirem. Eles estão muito mais distantes do que qualquer outro objeto conhecido (cerca de seis vezes mais distantes do que Netuno) e recebem pouca luz solar, que poderia refleti-los".


O último planeta — O caso apresenta semelhanças com a descoberta de Netuno, em 1846, na época considerada um divisor de águas na astronomia. O planeta não foi detectado por meio de telescópios ou qualquer tipo de observação direta. Sua existência foi provada por cálculos matemáticos. Havia algo de estranho na órbita de Urano, então considerado o planeta mais distante do Sol, que só poderia ser explicado pela existência de outro mundo, ainda mais distante, cuja gravidade estaria alterando o caminho de Urano previsto pelos astrônomos.