quinta-feira, 11 de abril de 2019


10 de ABRIL de 2019:

BURACO NEGRO tem sua comprovação por imagem.   

 

Em dia histórico, cientistas revelam primeira imagem de um buraco negro




Imagem foi captada pelo projeto 'Event Horizon Telescope' (EHT), uma rede de radiotelescópios espalhados pelo planeta.
Por G1
10/04/2019 10h12  



Astrônomos apresentam a primeira imagem de um buraco negro já registrada
Astrônomos apresentaram nesta quarta-feira (10) a primeira imagem já captada de um buraco negro. O feito é considerado um marco na física.
A divulgação ocorreu em evento organizado pela Fundação Nacional de Ciência dos Estados Unidos e por representantes do projeto 'Event Horizon Telescope' (EHT), uma rede de radiotelescópios espalhados pelo planeta. O anúncio foi feito em entrevistas coletivas simultâneas em Washington, Bruxelas, Santiago, Xangai, Taipé e Tóquio, informou a Reuters.
Buraco negro — Foto: Reprodução

Os buracos negros são aglomerados com uma enorme massa de matéria concentrada em um volume reduzido, o que leva à distorção do espaço-tempo. A teoria geral da relatividade de Albert Einstein previa que qualquer estrela ou fóton que passasse perto do buraco negro seria capturado pela gravidade. Daí veio o nome: um local no espaço que 'engole' tudo que passa, até a luz.


Distância de 50 milhões de anos-luz

O buraco negro cuja imagem foi divulgada nesta quarta está no centro da galáxia M87, a cerca de 50 milhões de anos-luz da Terra, segundo os responsáveis pelo projeto internacional. Ele tem 40 bilhões de quilômetros de diâmetro - cerca de 3 milhões de vezes o tamanho de nosso planeta - e é descrito pelos cientistas como um "monstro".
A captação da imagem foi possível ao se observar o disco de acreção, um tipo de estrutura formada pelo movimento orbital ao redor de um corpo central, como se fosse água em um ralo. Perto do buraco negro, a formação do disco fica tão quente que brilha, emitindo luz (leia mais abaixo).
No fim do ano passado, pesquisadores anunciaram a confirmação da teoria da relatividade ao estudar uma estrela orbitando um buraco negro.   Mas essa é a primeira vez que se observa um buraco negro diretamente.
Paul McNamara, astrofísico da Agência Espacial Europeia, disse à agência France Presse que a captação da imagem é uma "FAÇANHA TÉCNICA EXCEPCIONAL".

Como foi feita a imagem?

O projeto 'Event Horizon Telescope' (EHT) é formado por uma rede de radiotelescópios espalhados pelo planeta (veja no mapa abaixo).
Combinando esses observatórios por meio de uma técnica chamada interferometria, os astrônomos puderam reproduzir um observatório virtual do tamanho da Terra, com o qual "um jornal aberto em Paris poderia ser lido de Nova York", disse Frédéric Gueth, astrônomo e vice-diretor do Instituto de Radioastronomia Milimétrica (IRAM) na Europa, que participou da pesquisa.
"Como sabemos que os buracos negros existem? Pensamos, é claro, em um buraco negro como algo muito escuro. Mas a massa que ele suga forma um chamado disco de acreção, que fica tão quente que brilha e emite luz", explica McNamara. É essa a luz captada na imagem feita em combinação com os telescópios.
Pontos amarelos mostram onde estão os telescópios do projeto EHT. — Foto: Reprodução / First M87 Event Horizon Telescope Results. I. The Shadow of the Supermassive Black Hole / The Astrophysical Journal Letters
O resultado da pesquisa foi publicado no periódico científico “The Astrophysical Journal Letters”. Para chegar à imagem, os pesquisadores fizeram simulações de 420 cenários físicos diferentes.
Cada cenário é usado para gerar centenas de instantâneos em diferentes momentos da simulação, levando a mais de 62 mil objetos na Biblioteca de Imagens”, descreve o artigo científico.
Com isso, os pesquisadores fizeram um cronograma de observação do buraco negro e compararam as imagens obtidas com as previstas.
Eles apontam que, em primeiro lugar, conseguiram comprovar a hipótese de que a matéria sugada pelo buraco negro produz um fluxo de acreção magnetizado. O anel tem forma assimétrica e é produzido “por uma combinação de lentes gravitacionais fortes e feixes relativísticos, enquanto a depressão do fluxo central é a assinatura observacional da sombra do buraco negro.”
A assimetria, de acordo com a publicação, é controlada pelo ‘spin’ (fluxo giratório), o que os leva a deduzir para que lado ele está se movimentando.
Nos modelos de disco de coroamento (onde o momento angular da matéria e do buraco negro estão alinhados), a parede do funil, ou bainha do jato, gira com o disco e o buraco negro; nos modelos de disco com rotação contrária, a parede do funil luminoso gira com o buraco negro, mas contra o disco.”


quarta-feira, 27 de março de 2019


Folha de S. Paulo 27/mar/2019

Nasa cancela caminhada espacial 100% feminina por falta de trajes

Nasa teve de cancelar a primeira caminhada espacial só de mulheres programada para sexta-feira, 29 de março, porque não há trajes espaciais suficientes do tamanho adequado para as astronautas a bordo da Estação Espacial Internacional (ISS).

De acordo com comunicado divulgado pela Agência Aeroespacial dos Estados Unidos (Nasa), foi necessário realizar um reajuste na segunda das três caminhadas previstas pela atual missão da ISS.
Para esta sexta-feira, estava previsto que as astronautas Anne McClain e Christina Koch fizessem uma caminhada espacial para uma intervenção em um dos canais de fornecimento elétrico da Estação. As duas entrariam para a história, visto que esta seria a primeira operação do tipo realizada unicamente por mulheres.
As astronautas Anne McClain e Christina Hammock Koch: vaga só para uma.
 (Robert Markowitz/Nasa)


Até hoje, só homens ou equipes mistas realizaram caminhadas espaciais, desde o início da montagem da estação, em 1998. Foram registradas 214 saídas deste tipo.
No entanto, Anne terá de dar lugar na missão para seu colega Nick Hague, anunciou a Nasa na noite  do dia 25 de março (segunda feira)
“Os administradores da missão decidiram ajustar as tarefas, devido em parte à disponibilidade de trajes espaciais na estação”, afirmou a agência americana em comunicado.
Anne McClain participou de uma caminhada espacial na semana passada com Nick Hague, e descobriu que o tamanho “médio” do torso superior do traje vestia melhor nela, segundo um comunicado da Nasa.
“Como apenas um torso de tamanho médio pode ser preparado até sexta-feira, 29 de março, Koch o usará”, disse a agência espacial.


sábado, 25 de fevereiro de 2017

25/fevereiro/2017 às 12h45


Com descoberta do novo sistema solar Trappist-1, exoplanetas somam agora 3.453
Segundo dados da Nasa, há outros 4.696 planetas extrassolares a serem confirmados


 
Ilustração mostra a superfície de um dos planetas que orbita ao redor da Trappist-1 - M. KORNMESSER / AFP

  De uma só vez, foi confirmada, nesta quarta-feira (22), a descoberta de novos sete planetas extrassolares (ou exoplanetas, aqueles que orbitam estrelas que não o nosso Sol). Agora, de acordo com dados da Nasa, existem 3.453 exoplanetas com existência confirmada, e outros 4.696 à espera de confirmação. No que diz respeito a sistemas de planetas — como o recém-revelado, em torno da estrela-anã Trappist-1 —, há 577 reconhecidos.


O primeiro exoplaneta descoberto foi o 51 Pegasi B, em 1995. O desenvolvimento da tecnologia nos anos seguintes permitiu que o volume de novas revelações fosse acelerado — como, por exemplo, com o lançamento pela Nasa do telescópio Kepler, enviado à órbita em 2009 com o objetivo de encontrar planetas fora do nosso Sistema Solar que podem ser habitáveis. O telescópio já confirmou a existência de 2.331 exoplanetas.

Inicialmente, a tendência foi de descoberta de planetas isolados e maiores, conhecidos como gigantes gasosos, como Júpiter; depois, se tornou possível a identificação de planetas menores, finalmente chegando àqueles com tamanho aproximado da Terra, além de sistemas planetários inteiros. Em 2010, pela primeira vez, foi anunciado um sistema com mais semelhanças com o nosso, identificado inicialmente a partir da Terra, no Observatório Europeu do Sul, no Chile.

Ilustração

Dentre os sete planetas que orbitam Trappist-1, três estão na chamada "zona habitáve", onde as condições são favoráveis à existência de água em estado líquido e vida. Os outro quatro planetas passam de raspão pela classificação.



Mas apenas porque um planeta entra nesta categoria, não quer dizer que a vida exista ou possa ter existido. Segundo a astrofísica do Massachusetts Institute of Technology (MIT) Sara Seager, se os alienígenas observassem o Sistema Solar a partir do sistema ao redor da Trappist-1, eles poderiam estar dizendo algo como: "Olha, tem três planetas habitáveis ali, Venus, Terra e Marte".

— Devemos esperar para ver o que existe ali — recomenda com cautela Seager, que não fez parte da descoberta divulgada na quarta-feira.




quarta-feira, 22 de fevereiro de 2017

 

Descoberto sistema com sete planetas similares à Terra

Objetos orbitam estrela anã a distâncias que permitiram existência de água em estado líquido na sua superfície, condição para abrigar vida como conhecemos
Ilustração mostra como seria a visão do sistema da superfície de um dos seus planetas centrais: possibilidade de ter água em estado líquido, condição para existência de vida como conhecemos

  Cientistas anunciaram nesta quarta-feira a descoberta de um sistema planetário a 39 anos-luz da Terra com nada menos que sete objetos provavelmente parecidos com nosso planeta, isto é, relativamente pequenos e rochosos. E mais: os chamados planetas extrassolares, ou exoplanetas, orbitam sua estrela a uma distância em que muitos, se não todos, teriam uma temperatura que permitiria a existência de água em estado líquido na sua superfície, condição vista como essencial para o desenvolvimento ou manutenção de vida como conhecemos.

 
Esquema comparativo dos períodos orbitais, distâncias da estrela, raio e massa dos planetas recém-descobertos e os quatro planetas rochosos de nosso Sistema Sola - Nature

- Este é um sistema planetário incrível, não só porque achamos tantos planetas, mas porque eles todos são surpreendentemente similares em tamanho à Terra - diz Michaël Gillon, pesquisador da Universidade de Liège, Bélgica, e líder da equipe responsável pela descoberta, relatada na revista "Nature".

 Assim, os sete planetas na órbita da Trappist-1 – designados Trappist-1b, c, d, e, f, g e h, na ordem de distância da estrela – precisam estar muito perto dela para estarem na chamada “zona habitável”, em que não estão nem próximos nem longe demais de modo que recebam calor suficiente para ter água líquida. E, de fato, o sistema é tão compacto que mais se assemelha novamente ao de Júpiter e suas chamadas luas galileanas, Europa, Ganímedes, Io e Calisto. Segundo os cientistas, o primeiro dos planetas leva apenas cerca de 1,5 dias para dar uma volta completa na estrela, enquanto o "ano" último dura aproximadamente 20 dias.

 - A emissão de energia de estrelas anãs como a Trappist-1 é muito mais fraca que a do nosso Sol, então os planetas têm que estar em órbitas muito mais próximas do que as que vemos no Sistema Solar para que tenham água na superfície - explica Amaury Triaud, do Instituto de Astronomia de Cambridge, Reino Unido, e um dos coautores da descoberta. - Felizmente, parece que é este tipo de configuração compacta que vemos em torno da Trappist-1.

Ainda de acordo com os cálculos dos cientistas, três dos planetas intermediários do sistema, Trappist-1c, d e f, recebem uma quantidade de energia de sua estrela simlar à que banha Vênus, Terra e Marte, respectivamente. Mas isto não é o bastante para inferir sua habitabilidade, como os próprios Vênus e Marte provam no nosso Sistema Solar, em que o primeiro é um inferno cuja temperatura na superfície é capaz de derreter chumbo, enquanto o segundo é em grande parte um deserto gelado.

 Diante disso, os pesquisadores fizeram simulações de como seria o clima nos planetas. Estes modelos indicam que os três primeiros objetos do sistema provavelmente são quentes demais para ter água líquida, exceto talvez em uma pequena fração de sua superfície. Já o último, Trappist-1h, cuja distãncia da estrela ainda precisa ser melhor apurada, estaria muito longe e seria frio demais. Mas os planetas Trappist-1e, f e g estariam confortavelmente dentro da zona habitável da estrela e podem estar cobertos por oceanos, afirmam.

- Esta descoberta pode ser uma peça significativa no quebra-cabeça da busca por ambientes habitáveis, lugares que são propícios à vida - avalia Thomas Zurbuchen, vice-diretor da Divisão de Missões Científicas da Nasa, cujo observatório espacial infravermelho Spitzer foi fundamental para a descoberta. - Responder à questão "estamos sozinhos" é uma das maiores prioridades da ciência e encontrar tantos planetas como estes pela primeira vez na zona habitável de sua estrela é um passo notável em direção desse objetivo.


domingo, 8 de janeiro de 2017


6/janeiro/2017 - 9h15

Governo americano considera que risco de colisão com asteroide é ‘real’

É criado um plano estratégico para lidar com possível impacto

Ilustração mostra um asteroide perto da órbita da Terra - ESA

O tema é constantemente explorado pelo cinema e, no passado, foi um dos responsáveis pela extinção dos dinossauros. Mas a possível colisão de um asteroide de grandes proporções com o planeta é um assunto sério, tanto que a Casa Branca elaborou um plano estratégico para lidar com a situação. No documento “National Near-Earth Object Preparedness Strategy”, divulgado esta semana, a administração federal americana ressalta ser “improvável” que um impacto que ameace a civilização humana aconteça nos próximos dois séculos, mas o “risco de impactos menores, mas ainda assim catastróficos é real”.
Trata-se do primeiro plano oficial do governo americano para lidar com os objetos próximos da Terra (NEO, na sigla em inglês). Com base em dados do Departamento de Defesa dos EUA, o relatório afirma que entre 1994 e 2013, 556 bólidos de pequenas proporções, entre um e 50 metros de diâmetro, foram observados penetrando a atmosfera do planeta. E mesmo esses pequenos corpos possuem poder destrutivo.
Em fevereiro de 2013, um asteroide de aproximadamente 20 metros de diâmetro caiu perto da cidade de Chelyabinsk, na Rússia, liberando energia de quase 500 quilotons de TNT, entre 20 e 30 vezes mais que as primeiras bombas atômicas. E as estimativas indicam que existam ao menos 10 milhões de objetos com órbita próxima à da Terra com diâmetro maior que 20 metros, mas que ainda não foram detectados. Em Tunguska, também na Rússia, um objeto com diâmetro estimado em 40 metros explodiu perto da superfície do planeta, devastando2 mil quilômetros quadrados de floresta, com energia entre 5 e 10 megatons de TNT.
“Se um evento similar ocorresse sobre uma área metropolitana, poderia resultar em milhões de feridos e mortos”, diz o documento. “Estimativas atuais dos NEOs predizem que existam mais de 300 mil objetos com mais de 40 metros”.
Uma decisão do Congresso americano exige que a Nasa identifique 90% dos objetos que ameacem colidir com a Terra com diâmetros maiores de 140 metros. Esses objetos podem liberar energia de no mínimo 60 megatons de TNT, sendo mais poderosos que as mais modernas armas nucleares já testadas. Mas após duas décadas de pesquisas, apenas 28% desses asteroides foram identificados.
“Quando um NEO em curso de colisão com a Terra for identificado, teremos uma ameaça global que irá requerer a liderança dos EUA para estabelecer uma abordagem coordenada global para detecção, rastreio e caracterização assim como para deflexão e operações de destruição, se necessário, e preparação para o caso de impacto”, diz o documento.

O plano estratégico possui sete pontos que devem ser alvo de políticas e esforços da administração federal americana: melhorar as capacidade de detecção, rastreio e caracterização de NEOs; desenvolver métodos para desviar e destruir NEOs; melhorar a integração de programas de modelagem e previsão; desenvolver procedimentos de emergência para cenários de impactos; estabelecer procedimentos de resposta e recuperação; e estabelecer protocolos de comunicação e coordenação.

quarta-feira, 28 de dezembro de 2016

27/dezembro/2016

NASA descobre oceano subterrâneo em 

Caronte ─ Um dos cinco satélites de Plutão

Foto obtida pela sonda New Horizons mostra  Plutão em primeiro plano e Caronte em segundo plano - NASA

Fotos em 3D da sonda New Horizons provam a existência de um oceano subterrâneo congelado em Caronte, o maior satélite de Plutão. A informação foi divulgada em um artigo publicado no jornal Icarus.

Foto em 3D da superfície de Caronte   obtida pela sonda New Horizons  - NASA 


Segundo indica o artigo, durante o voo da sonda perto de Plutão e seus 5 satélites em julho de 2015, foi registrado que Caronte possui um relevo muito complexo — na sua superfície os cientistas descobriram fossos gigantescos com uma profundidade até 4-5 km, grandes cordilheiras de montanhas e outras estruturas inesperadas.

Esta diversidade impressionante do relevo, segundo disseram cientistas da NASA ainda em fevereiro, pode ter sido resultado da congelação de um oceano subterrâneo.

O chefe da missão New Horizons, Alan Stern, e os seus colegas apresentaram no artigo novas provas que provam esta hipótese, baseados na análise das características geológicas do satélite de Plutão.

A equipe juntou fotos da câmera da New Horizons para criar imagens em 3D, o que permitiu aos cientistas ver toda a diversidade do relevo.


Os cientistas creem que, quando o subsolo de Caronte esfriou, o oceano ficou congelado e a atividade tectônica parou completamente.

sábado, 27 de agosto de 2016

24/agosto/2014
Cientistas descobrem planeta parecido com a Terra que orbita estrela vizinha do Sol
Nomeado de Proxima b, planeta é pequeno, rochoso e pode ter água líquida. Ele orbita ao redor da Proxima Centauri, estrela mais próxima do Sol.
Astrônomos anunciam descoberta de planeta parecido com a Terra




Ao redor da estrela mais próxima do Sol, a Proxima Centauri, orbita um planeta pequeno e rochoso como a Terra que tem condições que permitiriam a existência de água em estado líquido, fator primordial para o desenvolvimento de vida. A empolgante descoberta do planeta Proxima b foi anunciada nesta quarta-feira (24) na revista "Nature".

Os cientistas celebraram o achado, pois o Proxima b pode vir a ser o planeta com possibilidade de vida mais perto do nosso Sistema Solar.
A equipe de mais de 30 cientistas analisou dados coletados a partir de dois telescópios do Observatório Europeu do Sul (ESO) entre 2000 e 2014 e de uma série de observações feitas entre janeiro e março de 2016. As medidas se referem ao efeito Doppler, que indica minúsculos deslocamentos de uma estrela provocados pela presença de um planeta orbitando ao seu redor.

Ilustração mostra o planeta Proxima b orbitando ao redor da anã vermelha Proxima Centauri, vizinha mais próxima do Sol (Foto: ESO/M. Kornmesser)


Os dados permitiram concluir que Proxima b tem uma massa equivalente a cerca de 1,3 vez a da Terra e orbita a Proxima Centauri a cada 11,2 dias a uma distância de cerca de 7,5 milhões de km de sua estrela. Isso equivale a cerca de 5% a distância entre a Terra e o Sol.

A estrela Proxima Centauri fica a uma distância de 4,2 anos-luz do nosso Sistema Solar. Mesmo sendo nossa vizinha mais próxima, ainda sim levariam milhares de anos para chegar até lá usando a tecnologia atual.
"Ser bem-sucedido na busca do planeta terrestre mais próximo fora do Sistema Solar foi uma experiência de uma vida, e resultou da dedicação e da paixão de vários pesquisadores internacionais. Esperamos que essas descobertas inspirem futuras gerações a continuarem procurando além das estrelas. A busca por vida no planeta Proxima b vem em seguida", afirmou o coordenador do projeto e principal autor do estudo, Guillem Anglada-Escudé, da Universidade Queen Mary de Londres (QMUL).


A possibilidade de existência do planeta já era investigada há muito tempo, porém os cientistas queriam se certificar de que os dados eram realmente precisos. Isso porque a luz de uma estrela anã vermelha como a Proxima Centauri pode variar de forma a imitar a presença de um planeta. "Assim que estabelecemos que a variação não era causada por buracos estelares, soubemos que poderia ser um planeta orbitando uma zona onde a água poderia existir, o que é muito empolgante. Se futuros estudos concluírem que as condições de sua atmosfera são adequadas para abrigar vida, esta será provavelmente uma das descobertas científicas mais importantes que faremos", disse o pesquisador John Barnes, um dos autores do estudo.